Conexão Intestino Cérebro

June 24, 2019

O intestino possui um sistema imune próprio, que comunica-se com o restante do corpo. Os neurônios intestinais chamam a atenção também pela sua farta produção de serotonina, molécula que nos leva ao estado de bem-estar – 90% da serotonina descarregada pelo corpo é fabricada ali. Mas você já deve ter ouvido falar dessa tal de Serotonina mas achou que era produzida do cérebro não né? Pois é, existe uma relação direta via nervo-vago entre sistema nervoso entérico e sistema nervoso central. Para que o intestino esteja saudável são necessários probióticos (bactérias boas vivas), paraprobióticos (bactérias boas inativas ou pedaços das mesmas), prebióticos (fibras que alimentam estas bactérias boas) e pós-bióticos (substâncias produzidas a partir da fermentação de carboidratos gerando AGCC). Caso o intestino tenha o estado alterado causado por doença/stress, má alimentação, excesso de álcool/ cafeína e uso abusivo de medicamento alteramos a permeabilidade do intestino causando uma desbiose, um certo desaranjo.  

 

 

 

Só que o desarranjo local repercute na cabeça. Estímulos de confusão na barriga viajam até o cérebro e contribuem para o humor e a concentração irem por água abaixo, assim como escolhas alimentares, estímulos de doenças inflamatórias, entre outros.

 

 

 

O que é disbiose?

 

A disbiose intestinal, ou apenas disbiose, é um desequilíbrio entre as bactérias benéficas e patogênicas do intestino, que causa diversas alterações inflamatórias.  É resultado da absorção inadequada de nutrientes e causa aumento na produção de anticorpos pelo sistema imunológico. Com isso, ocorre um quadro de inflamação no organismo, resultado em diversos sintomas que prejudicam a saúde.

 

Sintomas da disbiose

 

Diversos sintomas podem estar associados à disbiose, como:

  • Constipação (prisão de ventre)

  • Diarreia

  • Dor nas articulações

  • Distensão abdominal (barriga inchada)

  • Excesso de gases

  • Dores abdominais

  • Deficiência de nutrientes

  • Irritabilidade

  • Inflamação intestinal

  • Enxaqueca

  • Olheiras

  • Baixa imunidade

  • Obesidade

  • Candidíase

  • Intolerância à lactose

 

 

A Organização Mundial da Saúde define probióticos como “microorganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício para a saúde”. Probióticos vivos podem ser encontrados em alimentos como iogurte, leite fermentado, missô, tempeh, kombucha, Kefir e também em suplementos. São muitas as variedades de bactérias probióticas. As pesquisas frequentemente usam lactobacillus acidophilus, lactobacillus casei shirota, lactobacillus rhammnosus, lactobacillus defensis, lactobacillus bulgaricos, bifidobacterium bifidum, bifidobacterium animallis, bifidobacterium lactis, bifidobacterium longum, streptococcus salivarius e thermophillus.

 

Os prebióticos são substâncias alimentares que nutrem as bacterías probióticas. Os mais estudados são: oligofrutose, inulina, galactooligossacarídeos, lactulose, amido resistente. Simbióticos são produtos que combinam bactérias probióticas e fibras prebióticas.

Os pós-bióticos são as substâncias produzidas pelas bactérias. Incluem enzimas, peptídeos, ácidos graxos de cadeia curta, polissacarídeos, dentre outras substâncias. Possuem atividades anti-inflamatórias, imunomoduladoras, anti-obesogênicas, anti-hipertensivas, hipocolesterolêmicas, antiproliferativas e antioxidantes. Essas propriedades sugerem que os pós-bióticos podem contribuir para a melhoria da saúde do hospedeiro, melhorando as funções fisiológicas, embora os mecanismos exatos ainda não tenham sido totalmente elucidados.

 

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