Importância de uma microbiota saudável no emagrecimento.

March 21, 2018

     Estudos estimam que os fatores genéticos possam responder por 24% a 40% da variância da composição corporal de um paciente, por serem determinantes em fatores como taxa de metabolismo basal, resposta à superalimentação, resposta ao exercício físico, entre outros.

 

     Diversos países estão passando pela “ocidentalização” dos hábitos de vida, que inclui aumento da ingestão alimentar de lipídios saturados, açúcares e alimentos refinados.  Simultaneamente, a evolução das máquinas e a sua popularização têm reduzido o gasto energético para as tarefas diárias, aumentando assim os hábitos sedentários. Essas mudanças de comportamento alimentar e o aumento de comportamentos sedentários, atuando sobre genes de susceptibilidade, podem ser os determinantes para um aumento de peso.

 

     O intestino do homem aloja trilhões de bactérias, muitas das quais desempenham um papel chave na digestão dos alimentos ao torná-los absorvíveis para o organismo. A microbiota intestinal exerce uma série de atividades enzimáticas que podem estar relacionadas com nossa saúde e bem-estar e  flora intestinal pode ser modificada através da dieta. Por exemplo, algumas espécies bacterianas da microbiota normal transformam o colesterol em coprostenol que é excretado pelas fezes. Assim sendo, o nível de colesterol sanguíneo é mais elevado em animais com microbiota ruim. A microbiota intestinal ainda participa do metabolismo de substâncias que fazem parte da circulação entero-hepática  (circulação dos ácidos biliares e outras substâncias do fígado para a bile, reabsorção no enterócitos e e transporte de volta para o fígado.   

 

      Segundo estudo de Tennyson e Friedman (2008), evidências em seres humanos e em modelos animais apontam que a comunidade microbiótica intestinal desempenha um importante papel na obesidade, especialmente as proporções de Firmicutes e Bacterioidetes (cepas de bactérias), pois parecem ser importantes na manutenção de energia para o organismo, além de influenciarem no sistema imune e na resposta inflamatória. Atualmente defende-se a ideia de que a manipulação desta comunidade microbiótica, usando probióticos, simbióticos ou prebióticos podem ser utilizados no desenvolvimento de novos agentes para o tratamento da obesidade.

 

     Situações de stress podem também provocar uma redução de bactérias na microbiota, resultando na absorção de “pedaços” maiores, incompletamente digeridos, de material digestivo, os quais, uma vez na circulação sanguínea, não são reconhecidos pelo organismo como nutrientes a serem aproveitados, mas sim como corpos estranhos a serem atacados pelo sistema imunológico, provocando reação com produção de anticorpos – uma reação inútil que apenas serve para criar todo um estado inflamatório no nosso corpo e cérebro. Isso além de prejudicar nosso sistema imunológico que iriam combater vírus e bactérias que realmente importam.

 

     Importante citar também que é comum em quem sofre de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como por exemplo depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofre também de problemas no sistema digestivo em maior ou menor grau, como constipação intestinal (intestino preso), síndrome do intestino irritável (alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso), cinetose (enjôo fácil), colite, doença de Crohn (tipo especial e potencialmente grave de inflamação no intestino), e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares.

 

     Uma boa colonização de bactérias faz com que tenhamos não só um bom funcionamento intestinal, mas também um papel decisivo na saúde e a microbiota pode estar diretamente relacionada com um aumento de peso ou obesidade. Em resumo, existe uma conexão entre intestino e vários outros órgãos, sendo assim, torna-se essencial uma microbiota saudável.

 

 

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